Todos os dias alguém se vai
E não nos encontramos lá para as despedidas
Não estendemos a mão
Ou a face para o beijo,
Mas a lágrima que rolará
Vai nos transportar para o momento
Para aquele exato momento
Quando a mão falhava no vazio
A palavra não era ouvida
Pois o silêncio era o dono do instante
A palavra que hesitou pela garganta
Agora está travada em nós
E não será dita
Não será ouvida
Não existirá
Mas nós continuaremos
Chama acesa no furacão
sábado, 19 de março de 2011
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