sábado, 19 de março de 2011

Uma rua sem curvas

Eu trago na memória os cheiros e gostos
Da infância trago medos e sustos
Aprendizado e rusgas
Tombos e tormentos
Uniformes de escola, sapatos de borracha
As cores das roupas vincadas
Cada rosto que cruzou minha rua
No caminho de ida ou de volta
Para casa ou trabalho
Para escola, missa ou enterro
Não vejo mais a rua do meu tempo
Desde muito
Mas ela ainda é um caminho dentro de mim
Quero ter sempre a lembrança destes tempos
Eles são meu começo e minha infância viva
Que não passa nunca,
Os sonhos me transportam.
Eu trago na memória o tropel
E o som da matilha
Os revoar dos pombos no foguetório,
Os sinos tocando,
A missa assistida da porta da igreja
De costas para o altar e de frente para a pracinha
Que nos convida para o futebol
Dentro da igreja as beatas
Fora da igreja os bebuns.
O cruzeiro desabando nas cabeças
As buzinas na procissão de carros,
A comida da pensão,
Os bêbados, as beatas e os moleques
Isto é, todos nós.

Manter a chama

Todos os dias alguém se vai
E não nos encontramos lá para as despedidas
Não estendemos a mão
Ou a face para o beijo,
Mas a lágrima que rolará
Vai nos transportar para o momento
Para aquele exato momento
Quando a mão falhava no vazio
A palavra não era ouvida
Pois o silêncio era o dono do instante
A palavra que hesitou pela garganta
Agora está travada em nós
E não será dita
Não será ouvida
Não existirá
Mas nós continuaremos
Chama acesa no furacão

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Quem é você?

Marque uma faixa no mundo
Ocupe-a imediatamente
Diga sua opinião sobre tudo
Não meça suas palavras

Seu espaço vital é estreito
Mas sua vontade é imensa
Sua vontade te eleva
E elevados podemos tudo


As cores nos mostram um mundo
Na retina tudo se descortina
No córtex o mundo se funde
À alma que mora lá no fundo

Há a tristeza e a beleza
Já se disse que a beleza tem um que de tristeza
Mas o prazer da beleza supera
E a beleza volta a ser o que era

Venho pensando em tudo
E venho escrevendo um pouco
Sinto fluir as idéias e as palavras
Não é um jorro é um gotejar

Escrevendo e vivendo
Sorrindo e sonhando
Tudo é um complemento
Tudo é meu alimento


Um beijo e um abraço
E uma vida está mudada
O amor lhe encampa o coração
E o mergulha em êxtase

sábado, 25 de dezembro de 2010

Liberdade

Liberdade
Liberidade
Libermaturidade
Liberconfiança
Liberdoação
Liberinteração
Liberconhecimento
Liberamadurecimento
Liberenvolvimento
Libervôo
Libersonho
Liberrealizar
Liberpousar
Libercompartilhar
Liberamar
Libermorar
Liberdividir
Libersomar
Liberentregar
Liberreceber
Liberganhar
Libersoltar
Libercultivar
Libercolher
Para libertar

sábado, 19 de junho de 2010

Drogba

Amanhã dia 20 de junho o Brasil faz o segundo jogo da Copa contra Costa do Marfim.
A delegação brasileira contesta a escalação do jogador Didier Drogba, alegando que a proteção no braço que ele vai usar é um dispositivo perigoso e contra as regras.
O que podemos dizer a respeito das pernas de pau que usam alguns brasileiros como Felipe Melo, Gilberto Silva, Lúcio e outros mais....

Começou a Copa

Surpresa da Espanha, uma das mais badaladas favoritas.Jogou como nunca e perdeu como sempre.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Brasil na Copa

Lá se vão 52 anos do primeiro título mundial de futebol e 5 títulos depois, nossa seleção não é o time dos sonhos ( Dream Time) dos torcedores mais exigentes do mundo.

Aquela magia do drible, a molecagem contra o adversário, o toque de letra, o balãozinho ou a embaixadinha, podem ser considerados uma ofensa sujeita a reprimenda, expulsão, briga...

Tristes garotos que não brincam mais de bola. Não sobra mais tempo depois do treino físico, do treino tático, das preleções motivacionais, das palestras de especialistas, que talvez nunca tenham chutado uma bola na vida.

Ah, sim a bola. Depois disso tudo talvez tenham tempo para ver um filme com algumas teorias futebolísticas e pode ser que haja até gols no tal filme. Enquanto isso o treinador fará mil anotações em sua prancheta, inseparável e imprescindível muleta, isto é, prancheta.

Eu me lembro agora que em 1986, às vésperas daquela copa o nosso técnico dispensou o lateral Leandro que era o melhor da posição apesar de ser do Flamengo.O seu companheiro Renato Gaúcho abandonou o grupo em represália a ação e nós ficamos sem dois do melhores à epoca.

Nós não ganhamos aquela Copa, mas ficou a lição que nós ainda não aprendemos.
Hoje nosso time tem guerreiros, gladiadores, demolidores, mas onde estão os gênios, os artistas da bola, os pintores de jogadas.
Podemos ganhar novamente, mas será que nossa alegria estará bem representada?